segunda-feira, 14 de abril de 2008

U2- 3D






No domingo a noite fomos ver o espetacular U2 3D:
o concerto foi filmado utilizando tecnologia 3D durante a passagem dos U2 pela América do Sul durante a Vertigo Tour. Foi produzido pela 3ality Digital e dirigido por Catherine Owens e Mark Pellington, o mesmo que dirigiu o vídeo de 'One', a National Geographic Cinema Ventures adquiriu os direitos de distribuição do concerto/documentário U2 3D.

Na chegada recebemos os óculos que permitem ver tudo, é uma realidade aquelas imagens, quase que podia tocar no Bono, todos os planos em foco, fiquei extasiada, com as multicâmaras em tempo real, aliada às imagens em 3D a som Surround 5.1, criando experiências multi-sensoriais excepcionais.

Quando começa, percebo que o Bono fala em espanhol e então dei por conta que em 2001 assisti o U2 no mesmo estádio, em Buenos Aires, onde anos depois, foi gravado o 3D.

Entramos para ver Bono e os seus actuar ao vivo, num concerto que, para os mais distraídos, pode parecer único mas que, surge neste formato depois de terem sido filmados espectáculos que passaram por sete cidades.

A banda aceitou o desafio dos irmãos Modell, família de pioneiros da tecnologia 3D digital no desporto, donos do estúdio 3ality e fãs assumidos da banda irlandesa, impondo apenas uma condição: os concertos filmados teriam de ser na América do Sul, o local onde Bono acreditava ter à sua espera o público mais caloroso.

Assim foi. Câmaras analógicas no lixo e 18 câmaras digitais espalhadas em cima, dentro, à volta e atrás do megalómano palco, som surround 5.1 e um mês para filmar tudo o necessário. À recebê-los tinham estádios a rebentar pelas costuras em metrópoles como a Cidade do México, São Paulo, Santiago do Chile e Buenos Aires. A comandar as operações, uma realizadora que sempre acompanhou os telediscos dos U2, Catherine Owens e Mark Pellington, senhor que, por exemplo, dirigiu o documentário sobre os Pearl Jam, Single Vídeo Theory.

A técnica foi peculiar. Num dos concertos filmavam-se apenas planos abertos, outro era dedicado aos close-ups. A certa altura, percebeu-se que havia a necessidade de mostrar a relação entre os membros da banda e invadir o seu próprio espaço para conseguir o efeito. O palco passou a ser cenário para os profissionais da câmara.

Técnica à parte, a set list inclui alguns dos mais emblemáticos temas dos U2, como Sunday Bloody Sunday, um Where the streets have no name que incita a saltar da cadeira de cinema e um Miss Sarajevo sem Pavarotti mas com o público a invadir o ecrã em total estado de hipnose.

Nunca pensei que depois de tanto tempo assistiria aqui em Portugal, ao lado do meu Jorge, revivi alguns momentos e me emocionei muito.

Vale mesmo a pena conferir...

3 comentários:

Guhn disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
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