quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

14 de Fevereiro


Senti necessidade de escrever hoje, afinal o "Amor" é e sempre foi um aditivo importantíssimo das nossas vidas.
Pelo amor do meus pais, fui concebida.
Por amor ao Jorge mudei de vida e renasci em Portugal.
O nosso amor fez o Pedro, que é o maior amor da minha vida.
E assim sucessivamente...
O amor move a vida.
Muda, se recicla e continua.

Deixo aqui este soneto de Luís Vaz de Camões, foi publicado postumamente em 1595 e tem por origem o texto bíblico 1, Coríntios 13.

"Amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói, e não se sente;
É um contentamento descontente,
É dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
É um andar solitário entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É um cuidar que ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor ?"

2 comentários:

Fátima disse...

Encontros e Despedidas
Maria Rita

Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço, venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

mutantismos disse...

ô, apaixonada!